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Les miens privilèges

Meu psicoterapeuta sempre me dizia que se isolar das pessoas não era algo bom, por vários motivos que me explicava. E hoje consigo enxergar uma verdade nisso, coisa que antes não entendia, afinal elas só me faziam mal.
Percebi que ao conversar com as pessoas, da forma que eu sou e não da que pensava que deveria ser, descubro que tudo o que passei não são unicamente "privilégios" meus, mas todos passaram ou passam por algo similar, com mais ou menos intensidade, em diferentes situações, porém, causando um mesmo sentimento. Ou seja, começo a enxergar as mentes das pessoas e que todos nós temos uma mesma base. O ser humano ainda é frágil e ingênuo. Óbvio que não dá para generalizar porque cada um pende mais para o seu lado emocional ou racional, mesmo assim, a verdade é que todos já provaram um pouco desse gosto amargo da vida, se não provou, provará ainda. Justamente pelas diferenças, cada um reagirá de uma forma condizente, mais rápida ou lenta. Enfim, novamente digo, há uma base, em algo somos todos iguais. Aqueles que parecem ser diferentes, só parecem, na verdade são pessoas feitas de vidro, como um dia eu fui, que não deixam se transparecer. Seja por medo, insegurança ou infinitos sentimentos que inundam nossas mentes só para tentar adiar o sofrimento.
Difícil explicar... talvez algum dia eu edite o texto para me expressar melhor. Ou talvez alguém entenda até lá.
"O que era um louco? Não tinha a menor idéia porque esta palavra era empregada de uma maneira completamente anárquica: diziam, por exemplo, que certos esportistas eram loucos por desejarem quebrar recordes. Ou que os artistas eram loucos, pois viviam de uma maneira insegura, inesperada, diferente de todos os “normais”. Por outro lado, Veronika já vira muita gente andando nas ruas de Lubljana, mal agasalhada durante o inverno, pregando o fim do mundo, empurrando carrinhos de supermercado cheios de sacolas e trapos..."
(Veronika decide morrer by Paulo Coelho)

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