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I had a dream…

Um dia tive um sonho ingênuo, no qual me perdoei porque eu era assim também, além de um ser estúpido, cego, sozinho, deprimido e preguiçoso. Acreditei um dia fazer a diferença (apesar de ainda conseguir acreditar nisso, talvez seja algum motivo de sofrimento). Simplesmente porque a universidade para nada serviu. Pior foi escolher um curso medíocre somado com essa ilusão de fazer a diferença. Era um sonho. Como conseqüência, foram quatro anos mais imprestáveis ainda. Sem ter opção de parar. Quando eu devia ouvir meus próprios conselhos, eu os neguei. Seguia conselhos alheios. Mas o sofrimento era só meu.
Neste meio tempo, pensei em resignação e que, de certa forma, causou um breve alívio. Muito breve. Pensava, ao mesmo tempo, se fiz algo certo nesta vida, pensava e nunca tinha  respostas. Enfim, acordei, o sonho interrompeu-se. Como todos os outros, sem se concretizar. Aliás, sonhar já não fazia parte de mim a muito tempo.
Depois de anos e anos sem rumo, naquela mesmice, sem objetivo, sem saber o que mais fazer, brotou algo novo. Um novo sonho? Sei lá. Decidi abrir mão de tudo e começar do zero, mudar a direção. E assim fui indo, durante meses , hoje  já não sei bem onde seguir, será que me perdi, penso eu, mas não. Não posso pensar. Determinação.
Acordo e peço a Deus que me dê forças para tolerar mais um dia nessa terra de seres ignorantes e que me guie sem me perder no meio deles. Ou será que eu deveria rezar ao demo? Quem é o dono dessas terras? Pai dessas criaturas cheias de ruindade?
Às vezes me afasto delas com medo de me contagiar. Ou de falar coisas que não deveria. Não sei o que é melhor. Temos duas opções: mexer-nos para tentar mudar ou deixar como está. O problema é que tentar mudar causa desconforto nas demais pessoas que se afastam de você e o papel pode inverter-se. Coisas da minha mente...
Porém não consigo deixar as coisas como estão. Quero tudo e agora.
“O trabalho não constitui uma necessidade só para ganhar dinheiro, mas para que o indivíduo desenvolva sua inteligência e sentimentos, para adquirir qualidades e talentos; o trabalho é fundamental para que o ser humano tenha equilíbrio e felicidade. O próprio Criador é chamado por Aristóteles de Ato Puro porque ele está em total atividade cada segundo, enquanto que os demônios estão parados e esquizofrênicos, sofrendo enorme angústia e depressão... O que o ser humano mais procura é o que geralmente menos tem; estou falando do dinheiro, mas poderia também dizer o mesmo da felicidade, saúde e paz. Poder-se-ia mesmo dizer: realize, faça tudo o que puder para o bem-estar do ser humano, que todo o restante virá automaticamente em sua vida...” (Trabalho e capital by Norberto Keppe)

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