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Do lixo interior

"Existe um lixo emocional: ele é produzido nas usinas de nosso pensamento, enquanto crescemos interiormente. São emoções que passaram por nossa vida e nos ajudaram - mas que não tem mais qualquer utilidade. São sentimentos que foram importantes no passado, - não no presente. São recordações de dor que nos amadureceram - e que agora não servem para nada.Não podemos carregar este lixo: ele foi feito para ser jogado fora.E, no entanto, apegados aos nossos sentimentos antigos, ficamos com pena deixá-los. Enchemos nosso porão espiritual com uma confusão de memórias inúteis, que ofuscam as nossas lembranças importantes.Não procure sentir coisas que você não está sentindo mais. Não procure ser como você era. Você está mudando - permita que seus sentimentos lhe acompanhem."
(Paulo Coelho)

The calm after the storm

“Você chegou a essa conjuntura de sua vida simplesmente porque algo em seu íntimo insistia “você merece ser feliz”. Você nasceu para acrescentar alguma coisa, para agregar valor a este mundo. Para ser simplesmente algo maior e melhor do que você foi ontem.
Cada coisa pela qual você passou, cada momento que atravessou, tudo visava a preparar você para este exato momento. Imagine o que poderá fazer, de hoje em diante, com o que sabe agora. Você agora entende que é o criador de seu destino. Então, quanto mais precisará fazer? Quanto mais precisará ser? Quantas pessoas mais precisará abençoar, em razão de sua mera existência? O que você fará com o momento? Como irá aproveitar o momento? Ninguém mais poderá dançar sua dança, ninguém mais poderá cantar sua música, ninguém mais poderá escrever sua história. Quem você é, e o que você faz começam agora mesmo!”
(Lisa Nichols)

I’m not from around here

Mais um dia, mais um pensamento, mais uma lágrima.
Mas onde estou?
Quem sou?
O que estou fazendo?
Para quê?
Por quê?
Até onde vou?
De onde vim?
Por que estou aqui?
Por que continuar?
Por que desistir?
Mas desistir do que mesmo?
Pensamentos são os meus maiores inimigos. Invadem minha mente com bombas e armas, nada acontece com eles. O alvo sou eu.
Seria aqui o inferno? Seja onde for... Neste universo somos pó e da mesma forma partirei.
Ou aqui não é meu lar? Perdida estou? Sim, aqui não é meu espaço.
Olho para as pessoas ao meu redor. Quem são vocês? Olho cada uma, como são estranhas, muitas vezes até me assustam. Seriam vocês de outro mundo? Ou realmente eu não sou deste?
Talvez eu tenha voado e aqui acabei ficando. Ahh, muitas vezes voei, voei muito longe e muito alto, como um pássaro e sempre acompanhada de anjos. Como gostaria de estar lá novamente, mas minhas asas cortei, será que me deslumbrei com tudo aqui? Assim, os pássaros foram embora. Foi a minha decisão.
Meus passos estão mais curtos, não consigo ir além. O sol queima meus olhos, eu não me adapto, tenho um coração, gelado, vazio. Como aqui viverei?
Vivo com minhas lágrimas, estas não me abandonam mais. Elas percorrem meu rosto, como uma carícia, um longo abraço. Tentam me dar respostas que não existem, no que mais acreditar?
Mas as lágrimas, agora, evaporaram. Minha confiança mentiu, minha alegria se desmanchou, meu brilho escureceu, minha esperança sumiu, a amizade correu, a fé me trocou, a vida morreu, ninguém me levou.
Meu pensamento me prendeu e nunca mais me soltara. Sou escrava de mim mesma, mas sozinha não estou. Eu continuo sendo o alvo. Todos estão ao meu redor me observando. Onde vão mirar? Cada tiro me faz desistir porque não tenho mais forças. Desisto da vida, da morte, da luta, dos desejos, dos sentimentos, da crença, do futuro. Desisto em troca do ódio. Ódio das pessoas, de mim mesma, ódio da história, do passado, da mediocridade, da inveja, da hipocrisia, da ironia, dos sorrisos falsos, do estúpido ser humano que ainda dizem ser filhos de Deus.
Deus com D maiúsculo criaria seres tão nojentos, venenosos e canibais? Sim, pois é a lei dos homens que comanda e aqui se matam para viver, mas o que me importa, muitos merecem isso mesmo e o mais podre que ainda exista nessa vida, Deus, quando isso tudo acabará? Ou já acabou e todos se tornaram isso, lixo fétido e cheio de vermes? Talvez sejamos os filhos dos Vermes, que se multiplicam feito pragas.
Saint Exupéry fez do Pequeno Príncipe o mais feliz. Eu também gostaria de cuidar de uma rosa e do meu mundo, não o dos canibais.
Agora falta pouco para o próximo dia, para o próximo pensamento, para a próxima lágrima, se alguma restou.