Prefiro não citar nomes, mas dedico este texto àqueles que se entregaram aos urubus!
Mundo dos canibais, lugar difícil de viver e de se adaptar. Difícil pelo ser humano que aqui habita, pessoas que o tornam pior a cada dia, pessoas que muitas vezes mereceriam até morrer. É justo, já que é isso que fazem uns aos outros, os tais “próximos” ou ainda melhor, chamados de “irmãos”. Irmãos? Seria hipocrisia? Se o ser humano é isso, envergonha-me tê-los como meus irmãos. Eu não os daria a minha vida, jamais, por que deveria?
Mas este é o mundo dos canibais, o que falar? Aqui se matam crianças também, espancam e estupram mulheres, somem com seus corpos, maltratam idosos a tapas e pontapés, cometem genocídios. Ninguém é poupado. Mas isso ainda é pouco comparado ao que vemos, ouvimos e lemos. Diria um filme de terror ao vivo, espécie de reality show, dá uma audiência daquela, quanto mais trágico parece ser melhor.
Se não for a violência bruta, será a moral. E eu posso falar de pessoas que conheci. Pessoas que cometem lesões à integridade, não física, mas sim, mental, este tão grave quanto. Pessoas que poderiam evaporar deste mundo, ou melhor, evaporar não, talvez restasse algo no ar e contaminasse aos demais irmãos. Romântico, não? Eu não disse que desejo a morte, isso é muito pesado, mas desejaria que seus corpos virassem cinzas, poderia até ser sem sofrimento, não sou tão má assim, ou então se preferissem, também, poderia entregar seus corpos podres e nojosos cobertos de vermes aos urubus e se algo restasse, poderia servir de adubo às nossas terras.
Repito: não pensem que sou má, muito menos homicida. Quem lê sabe perfeitamente o que fez, o que faz e o que merece. Canibais que criam armadilhas e atacam de forma inesperada. Canibais que tentam derrubar aos outros, enganando-os e, claro, para isso a maldade não lhes basta em suas almas. Mas que almas? Não existem. São artistas, como sabem representar bem! É desta forma que se disfarçam e alanceam suas vítimas pelas costas ou oferecem-lhes veneno e depois vão embora sem ninguém perceber, sem deixar suspeitas ou testemunhas. São profissionais no que fazem. Há uma diversidade de armas. Podem atacar com uma mentira, uma mentirada, potoca, necedade, embuste, com seu olho-gordo, olho-de-secar-pimenta, com a alegria pela desgraça alheia, seu não-me-toques sem razão, com suas próprias leis e regras, com seu palavreado, sua falsidade, mácula, tramóia, futilidade, trapaça, vacuidade, covardia, ninharia, mediocridade, zurraria, fetidez, petulância, omissão, traição, vingança, critiquice, iniqüidade, maliciosidade, pestilência, navalhada, inospitalidade, leseira, vagueação, labéu, vestígio, rastro, disfarce, máscara, ruína, treva, sombra, escuridão, tormento, insanidade, venenosidade, mofineza, insatisfação, pesadume, insuficiência, fedor, tacaca, malignidade, virulência, tenebrosidade, odiosidade, imundícia, fingimento, farsa, subestima, paspalhice, mandonismo, inépcia, rabugice, obscurantismo, mesquinhez, tuna, vagabundagem, vadiação, ociosidade, desdém, má intenção, vertiginosidade, cólera, rixa, safadeza, medo, devassidão, golpe, difamação, frustração, quizila, enfermidade, perrice, ilicitude, rezinza, enxerimento, sobreteima, porcalhada, podridão, esmorecimento, má índole, infantilidade, ordinarismo, molestamento, preconceito, esnobismo, vulgaridade, pequice, turra, funestação, detração, parvoíce, malversação, intriga, fúria, pedantismo, ridicularia, futricagem, seresma, mau-humor, ruindade, fraqueza, impertinência, trapaçaria, ingratidão, contágio, insciência, obscenidade, malvadez, avareza, vadiagem, mendacidade, marasmo, deslealdade, pendenga, politicagem, tagarelice, ululação, chucrismo, inveja (muita, mas muita inveja), entre outros sinônimos, entre outras armas...
Ufa!
... E toda a sua perrengada , zona e submundo também.
Podem até matar o meu corpo, mas jamais permitirei que matem a minha alma.
Por isso, escudo sempre em mãos. Mais cedo ou mais tarde precisaremos dele.
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